quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Já deixámos tanta coisa pela rua, já embarcámos em tantos mares, já derrotámos tantos gigantes... e continuamos sempre a pintar a tela que a nossa vida proporciona, cheia de cor, cheia de sentimento, cheia de amizade. Já gastámos as palavras, já usámos os abraços, já esgotámos as recordações. Uma vez alguém te disse que gostava de andar sempre contigo no bolso, eu digo mais, tu andas sempre comigo...a um passo de casa, à distância de um telefonema, em sincronização de alma e coração.
Não tenho palavras para explicar o sentido de toda a nossa amizade, de todos os pequenos/grandes momentos de todas as sintonias e sorrisos. Mantemo-nos juntas porque é assim que gostamos e queremos estar. Não vivemos juntas desde que nascemos, não temos anos infinitos de junção, mas temos o que valeria mais que isso, algo interior, algo que nos une a cada dia, que passa por nós sem sequer nos apercebermos, que nos deixa blindado o mais perfeito dos sentimentos, a pura amizade. E olha que a nossa amizade não é a perfeição mas é sem dúvida aquilo que muitos nem sequer têm noção!
Por isso quando sinto a tua falta eu apenas voou para junto de ti, para todas as janelas que já abrimos, para todas as estradas que já percorremos, para todos os céus até onde chegámos. E quando eu percorro esses caminhos eu sinto que se não fosses tu, tinha de ser alguém igual a ti, para tudo fazer sentido. Para que as cortinas dos meus olhos sorrissem em dias felizes e chorassem em dias tristes, para que tudo o que aprendemos juntas fizesse sentido.
Já te desiludi, já me magoas-te, já me deixas-te desamparada, já te deixei sozinha...nem tudo é bom, nem tudo pode ser cortês, mas é por isso que é tão completo, porque tu me complementas.
E quando um dia a vida nos separar, seja porque motivo for, eu vou chorar de saudade, rir das lembranças e sobretudo gritar que a nossa amizade sempre foi como um pássaro, livre, sem rumo e com um caminho definido apenas pelas necessidades da vida.
As estrelas e as nuvens que cruzam o nosso caminho, elas sabem o quanto eu não posso viver sem ti, o quanto eu sofro quando nos chateamos e o quanto eu sorrio quando estamos bem. E o quanto eu vivo com a nossa amizade. Estás sempre comigo e eu estou sempre contigo, nunca te esqueças que "os nossos soldados são eternos" e quando me quiseres encontrar fecha os olhos e pede um sinal de mim, eu lá estarei, sempre.
Para: Rita Pais*

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Recordar


Quatro pessoas, todas elas com personalidades diferentes, mas todos eles tinham algo que os unia, que os completava.
Tudo era perfeito até chegar ao dia que se deu a catástrofe que os derrubou, e tudo o que eles viveram juntos, tudo aquilo que fazia sentido até então, deixou de o fazer.
Cada um seguiu o seu caminho sem olhar para trás, deixando uma parte das suas vidas esquecidas no passado. Uns talvez tenham ficado com a recordação guardada dentro deles, outros, simplesmente eliminaram essas páginas das suas vidas, sem nunca mais as crer recordar.
É triste ver como realmente a vida é, e a forma que pode tomar, será que essas pessoas tinham mesmo de se separar? Ou mais uma vez tiveram algo em comum no nível negativo e mudaram os seus destinos? Realmente acho que nunca vou conseguir perceber, acho ainda que, vou viver com esta dúvida até ao resto da minha vida, e guardar as páginas da vida, vividas em conjunto, para puder recordar quando a saudade bater à porta.
DF

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Momentos

Momentos são simples imagens que se montam e formam uma vida, feliz ou não, depende do destino, e este não sei eu quem o faz ou porque existe, mas a veracidade desta informação posso eu dizer que é pura como o olhar inocente de uma criança.
As vezes penso se realmente nascemos já com os momentos e o destino traçado, e que ao longo da vida somos simples mensageiros com a missão de fazer cumprir estes momentos e caminhar por esse destino que nos foi atribuído. Muitos, diriam que foram eleitos para um destino com um futuro brilhante, outros por outro lado, diriam que vieram ao mundo para sofrer e ter uma vida de sacrifício. Agora pergunto-me, qual a minha missão no mundo? Qual o meu destino no meio desta sociedade cada vez mais perturbada?
Creio que ainda não percebi a minha missão no mundo onde vivo, talvez tenha um futuro brilhante construído por sacrifício, ou então, uma vida de sacrifício sem uma contribuição brilhante. Tudo isto, é uma incógnita que muitos têm, outros num certo momento da vida chegam a perceber, outros vivem com ela até ao fim das suas vidas.
DF